sexta-feira, 16 de abril de 2010

A INCONSCIÊNCIA DOS PRIVILEGIADOS


A inconsciência humana dos privilegiados
Chega ao absurdo de gastar milhões
Para resgatar uma única vida
Que por vaidade ficou à deriva
Em seu veleiro de luxo
Nas águas gelada do atlântico.
Enquanto milhões de vidas famintas
São ceifadas miseravelmente todos os dias,
Diante dos olhos soberbos
De uma sociedade hipócrita, egoísta e cristã.
Quando na realidade,
Todos nós sabemos que essas vidas
Seriam salvas apenas com um pouco de comida
Em suas mãos.

AUTOR - JOSE AUGUSTO CAVALCANTE

ACORDANDO COM JESUS


Jesus, amanhã quando eu acordar
Derrama sobre o meu espírito
O bálsamo de tua sabedoria
Para que eu possa compreender
Que cada momento vivido em minha vida
É uma dádiva recebida de ti.

Jesus, amanhã quando eu acordar
Derrama sobre o meu espírito
Luzes de amor e bondade
Para que eu possa enxergar o próximo
Com os olhos da alma
E ao falar brote nos lábios
O Bálsamo que acalma

Jesus, amanhã quando eu acordar
Derrama sobre meu espírito
A fonte de tua benevolência
Para que eu deixe nas minhas obras
A solidariedade da caridade pura
E a doçura da tua presença

Jesus, amanhã quando eu acordar
Derrama sobre meu espírito
Fluidos de coragem, equilíbrio e prudência
Para que eu seja instrumento de sua vontade
Não só amanhã,
Mas todos os dias de minha existência

Autor - José Augusto Cavalcante

quinta-feira, 15 de abril de 2010

DUPLA PERSONALIDADE


A busca incessante de parecer superior aos outros,
provoca sentimentos de vaidade,indiferença,
preconceitos, desprezo, inveja,
teatralizando hábitos psíquicos criativos
de dupla personalidade.
Este diagnóstico traumático de conflitos ilusórios,
trava uma batalha mental para substituir
A imagem verdadeira pela fictícia,
e ainda tem de maquiar-se diante das pessoas
que num gesto de repulsa afastam-se vergonhosamente
para não cair no ridículo da cumplicidade.
A dissimulação e a incapacidade de avaliar
as próprias fraquezas, cria uma angústia moral
com resquício de inferioridade
diante das próprias limitações.
Porém, tudo torna mais angustiante quando se percebe
que as aparências podem enganar as pessoas,
Mas nunca enganará a si mesmo.

AUTOR - JOSÉ AUGUSTO CAVALCANTE

terça-feira, 13 de abril de 2010

NOITES DE DELÍRIOS


Tu és a mulher
Que nas minhas noites de insônia
Penso em você para poder dormir
E entre a fria solidão do quarto
O abstrato de tua imagem
Faz meu corpo delirar
Mulher amante, mulher amiga
És para mim
A imagem viva do prazer
Foi pensando em você
Que delirei, dormi, sonhei
E quando acordei
Estava infinitamente feliz.

FALÁCIAS DE AMOR


Pra você fui presa fácil
Me encantei com seus disfarces
Nas falácias de amor
E neste corpo a corpo sem pudor
Fui abrindo meus segredos
Atendendo meus desejos
Como presa desse amor

sexta-feira, 9 de abril de 2010

RICO JAZIGO


Senhor, estou acorrentado aos erros do passado
E como castigo construí meu próprio cárcere
Um rico jazigo todo de mármore
Onde meu corpo apodrece junto aos vermes do pecado

Senhor, quebra o lacre desta sepultura
Resgata-me desta cova pútrida e frígida
Onde minha alma arde arrependida
E meu espírito agoniza em tortura

Vem, santo espírito consolador
Arrebata-me deste sepulcro podre
Antes que os vermes devorem meu corpo
Derrame sobre este túmulo o bálsamo do teu amor

Senhor, tu que és o caminho, a verdade e a vida
Salva-me deste jazigo e leva-me pra onde quiseres
Mas não permita ao meu espírito o castigo
De ver o corpo consumido pelos vermes

AUTOR - JOSÉ AUGUSTO CAVALCANTE

sexta-feira, 2 de abril de 2010

DESABAFO


Por mais que o amasse
O meu amor jamais resistiria
Se todas as noites
Deitava ao meu lado
E simplesmente adormecia

José Augusto Cavalcante