quinta-feira, 11 de novembro de 2010

MINHA CULPA



Meu Deus,
Por não resistir a sedução do pecado
Reconheço a dor de minha culpa.
O arbítrio que me concedeste nas escolhas
Incita-me a perseverar no erro de minhas imperfeições.
Eu sei que não me criaste para o mal
Mas igualmente para o bem.
A liberdade do arbítrio me levou ao pendor das paixões
E ao lixo dos desejos mundanos de minha vaidade.
Luto desesperadamente para sair do abismo que me encontro
Por que sei da tua misericórdia.
E por mais distante que eu esteja
Não haverá distancia entre nós
Por que Suas Mãos sempre me alcançará.

José Augusto Cavalcante

sábado, 6 de novembro de 2010

PAI, IRMÃO E AMIGO


Senhor
Eu sei que estás comigo
Porque és em minha vida
Pai, irmão e amigo
Sei que conheces minhas faltas, minhas lágrimas,
Minha alma e até meus sentimentos
Se falo ou me calo
Conheces meus pensamentos
Dormindo ou acordado
És sempre meu abrigo
Porque és em minha vida
Pai, irmão e amigo
Sei que estás em mim
Mas eu preciso está contigo
Se me amas como sou
Sou seu filho escolhido
Sei que choras minha dor
Me cobres com teu amor
Porque és em minha vida
Pai, irmão e amigo

José Augusto Cavalcante

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

ANGÚSTIA



Minhas lágrimas...
Tem a doçura do amor
Tem a amargura da dor
Tem o sabor da paixão
Tem a dor da traição
Tem o soluço do coração
Tem a solidão da alma
Tem a ilusão que acalma
Tem a dúvida da incerteza
Tem a sutileza da fraqueza
Tem a força e a coragem
Tem desejos e vontades
Tem o vazio da saudade
Tem a verdade escondida
Tem sonhos e mentiras
Tem o prazer desmedido
Tem o choro contido
Tem o grito na garganta
Tem o olhar no infinito
Tem o sentimento de esperança

Jose augusto cavalcante

MENTIRA


O difícil não é mentir,
Mas sustentar a mentira.
Porém, pior que sustentar a mentira
É conviver com a dor que enganou alguém
E a certeza que jamais enganará a si mesmo.

Jose Augusto Cavalcante

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

BELEZA NÃO É TUDO


Cuidar bem do corpo é preciso,
mas não pode esquecer o espírito que o vivifica.
Portanto não se orgulhe da beleza física
para não subestimar o espírito.
Porque, por mais belo e forte que o corpo se apresente,
um dia experimentará as dores infectas das enfermidades
e não fria solidão do leito receberá na cabeceira
a visita impiedosa da morte.

José Augusto Cavalcante

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

PAI, SENTIMENTO E SAUDADES



Meu velho e amigo de todas as horas
Embora tenha sido frágil diante da morte
Foste forte diante da vida
Vida sofrida, vida entristecida na solidão
Imposta pelas forças do destino
No desatino impensável da família
Quantas saudades das lembranças daqueles dias felizes
Quando todos se reuniam em torno de ti
Sorrindo felicidades
Quantas saudades as lembranças me trazem
E me fazem crê que nada adiantou
Aquela casa vazia palco das suas agonias
Que a morte lentamente preparou.
Anos se passaram e o tempo mostrou que não é assim que se faz
Lacrado na tumba jaz enfim a paz pro seu drama
O corpo imerso na lama, o espírito na eternidade
Deixando a dor da saudade naqueles nos corações de quem te ama.
Agora que as mágoas passaram
As lágrimas se foram no vento
E o tempo nos trouxe a dor
Por isso é bom pensar e refletir
Porque seja o erro qual for
Atire a primeira pedra aquele que nunca errou.

JOSÉ AUGUSTO CAVALCANTE

PAI, LEMBRANÇAS E SAUDADES



Meu velho amigo de todas as horas
Como tu eras forte e cheio de esperança
Mas a minha ingênua ignorância não aceitava
Suas regras rígidas de punições severas
Rude e bruto como pedra
Suas atitudes eram sempre corretas
Porem, eu não compreendia suas preocupações de pai
Até o dia em que lacraram seus restos mortais
Só então pude compreender o quanto era valiosa
As suas razões para o processo evolutivo de minha formação.
Neste momento meus olhos lacrimejam, foge-me os vocábulos.
Lembranças do passado toma-me por inteiro
Materializando meus pensamentos numa imagem fluídica
De meu pai, único e verdadeiro companheiro
Foram momentos indescritíveis de felicidade
Que só a espiritualidade pode nos oferecer.
Quantas saudades, anos se passaram
Meus cabelos branquearam-se deixando-me igualmente a você
Agora posso compreender suas atitudes,
Enxergar qualidades e virtudes, entender erros e defeitos.
Assim foi fácil perceber que você queria-me do seu jeito.
Por tudo, eu quero agradecer-lhe em prece,
Pela palavras bruscas que invadiam meu ser,
Elas serviram-me de advertências.
Pelos gestos firmes e fortes que amedrontavam-me,
Elas continham respeito e cordialidade.
Pelas palmadas que arderam na minha carne e no meu coração,
Elas fizeram-me homem e cidadão.
Por todo amor que sempre recebi e por toda minha ingratidão,
Venho humildemente te pedir perdão.
Porque jamais poderia compreender
Que tais atitudes seriam simplesmente para me proteger.
Obrigado meu pai, querido carpinteiro
Meu eterno amigo e fiel companheiro.

AUTOR - JOSÉ AUGUSTO CAVALCANTE